Espaço de reflexão e de partilha dinamizado pelos professores do Grupo de Educação Especial de S. B. Messines
05 de Outubro de 2012

Outubro 2012, Documento de Partilha do Grupo de Educação Especial de São Bartolomeu de Messines

 

O aluno disléxico apresenta um historial de fracassos  e de cobranças que o fazem sentir incapaz - motivá-lo, exigirá de nós um grande esforço e disponibilidade.

 

“Não receie que o seu apoio/atenção vá acomodar ou diminuir a sua responsabilidade - depois de tantos insucessos e  fraca auto-estima – é natural que demore mais tempo a reagir e a retomar a confiança em si próprio”.

 

Como melhorar a auto-estima:

q       Incentive o aluno a restaurar o confiança em si próprio - valorizando-o e deixando que este se sinta útil;

q       Realize acertos e não enfatize os erros;

q       Valorize o esforço e o interesse do aluno;

q       Não o pressione - pois o que ele faz é o que ele é capaz de fazer no momento;

q       Não deixe que este se sinta incapaz - ajude-o a superar as suas dificuldades;

q       Respeite o seu ritmo - os alunos com dificuldades de linguagem apresentam problemas ao nível processamento da informação - precisando de mais tempo para pensar e reagir;

 

 

 

Sugestões de actividades:

q       Estimule a expressão oral;

q       Fale com clareza e dê instruções/orientações curtas e simples;

q       Verifique se os TPC foram compreendidos e anotados correctamente;

q       Ensine e oriente o aluno a organizar-se no tempo e no espaço;

q       Verifique se o aluno é capaz de ler e compreender o enunciado/questão - se necessário leia-lhe as instruções;

q       Tenha em conta as dificuldades específicas do aluno e as dificuldades da língua – sempre que corrigir os trabalhos;

q       Ajude o aluno a aprender - adquirindo hábitos e métodos de trabalho/estudo;

q       Evite os exercícios repetitivos e numerosos;

q       Dê explicações de como fazer sempre que possível, posicionando-se ao seu lado;

q       Utilize o computador, mas certifique-se de que o programa é adequado ao seu nível - crianças com dificuldade de linguagem são mais sensíveis às críticas, e o computador, quando usado com programas que emitem sons estranhos cada vez que a criança erra, só reforçará as ideias negativas que elas tem de si mesmas e aumentará sua ansiedade;

q       Permita o uso do gravador - para posterior análise/síntese da informação;

q       Esquematize o conteúdo das aulas sempre que o assunto for muito difícil para o aluno - esquemas claros e didácticos – assim, saberá se está a adquirir os principais conceitos da matéria;

q       Realize demonstrações e apresente filmes para enfatizar as aulas, variar as estratégias e motivá-los – estes, auxiliam na integração da modalidade auditiva e visual , e a discussão em sala que se segue auxilia o aluno organizar a informação - por exemplo: para explicar a mudança do estado físico da água líquida para gasosa, faça-o visualizar uma chaleira com a água fervendo;

q       Evite que o aluno leia em voz alta perante a turma - ele tem consciência de seus erros e a maioria dos textos do seu nível são difíceis para ele.

 

 

Os alunos disléxicos podem ser bem sucedidos numa classe regular - o sucesso dependerá do cuidado em relação à sua leitura e das estratégias usadas.


Avaliação de alunos disléxicos:

As crianças com dificuldades ao nível da linguagem têm dificuldades na realização das fichas de avaliação - não conseguindo ler todas as palavras das questões e não percebendo, na maioria das vezes, o que é solicitado.

Para além disto, apresentam dificuldades em escrever as respostas, a sua escrita é lenta e não conseguem terminar dentro do tempo estipulado.

Aconselhamos que, sempre que elabore, aplique e corrija as avaliações do aluno com dislexia, especialmente as realizadas em sala de aula, adopte os seguintes procedimentos:

q       Leia as questões/problemas com o aluno, para que ele entenda o que lhe está a ser exigido;

q       Manifeste a sua disponibilidade para lhe esclarecer todas as dúvidas;

q       Conceda-lhe o tempo necessário para realizar as fichas de avaliação com calma;

q       Quando recolher a ficha de avaliação, verifique as respostas -se for necessário - confirme com o aluno o que ele quis dizer e anote as suas respostas;

q       Durante a correcção, valorize ao máximo a produção do aluno – não esquecendo que, frases aparentemente sem sentido, palavras incompletas ou gramaticalmente erradas não representam conceitos ou informações erradas;

q       O professor pode e deve realizar avaliações orais.

 

Se o disléxico não consegue aprender da forma que ensinamos - temos que ensinar da forma que ele aprende.

 


 

publicado por utmessines às 13:56
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