Espaço de reflexão e de partilha dinamizado pelos professores do Grupo de Educação Especial de S. B. Messines
02 de Novembro de 2011

A natação para alunos portadoras de deficiência é compreendida como a capacidade do indivíduo para dominar o elemento água, deslocando-se de forma independente e segura sob e sobre a água utilizando, para isto, toda sua capacidade funcional, residual e respeitando suas limitações. A água apresenta propriedades que facilitam ao indivíduo a sua locomoção sem grande esforço, pois a sua propriedade de sustentação e eliminação quase que total da força da gravidade, podem aliviar o stress exercido sobre as articulações que sustentam o peso do corpo - auxiliando o equilíbrio estático e dinâmico e propiciando desta forma maior facilidade de execução dos movimentos (que em terra seriam muito difíceis ou impossíveis de serem realizados). Benefícios fisiológicos Quando o corpo está exposto a um estímulo frio, por exemplo, em água fria, os vasos contraem-se, evitando que seja liberado calor interno. Ao contrário, se o estímulo de calor é maior que a temperatura interna, há uma vaso dilatação para que o calor seja liberado e a temperatura se mantenha em equilíbrio. Tratando-se de pessoas portadoras de deficiência, juntamente com a grande dificuldade de equilíbrio e desenvolvimento da marcha, as características peculiares da água como alta viscosidade, espessura, eliminação da gravidade contribuem para a realização de exercícios de educação e/ou reeducação motora, proporcionando-lhes maior segurança na execução dos movimentos. Benefícios psicossociais A natação não é uma actividade solitária e extremamente individualista. As actividades aquáticas ou o aprender a nadar também são um processo de aprendizagem de socialização – daí a necessidade do portador de deficiência aprender a subir degrau a degrau, inicialmente, relacionando-se indivíduo-objecto para depois pessoa-pessoa e, por último, o indivíduo interagindo com o grupo. Benefícios cognitivos Os aspectos motivadores e as propriedades terapêuticas da água estimulam o desenvolvimento da aprendizagem cognitiva e o poder de concentração, pois o aluno busca compreender o movimento do seu próprio corpo explorando as várias formas de se movimentar, adaptando as suas limitações às propriedades da água. Muitos professores realizam actividades motoras na água onde utilizam conteúdos de aprendizagem escolar – reforçando desta forma o aspecto cognitivo das crianças, por exemplo: contar, mergulhar objectos de formas e cores diferentes, entre outras. Efeitos terapêuticos Podemos conseguir os seguintes efeitos com exercícios terapêuticos da água, considerando os vários tipos de deficiências, tais como: · Diminuição de espasmos e relaxamento muscular; · Alívio da dor muscular e articular; · Manutenção ou aumento da amplitude do movimento articular; · Fortalecimento e aumento da resistência muscular localizada; · Melhoria circulatória e na elasticidade da pele; · Melhoria no equilíbrio estático e dinâmico; · Relaxamento dos órgãos de sustentação (coluna vertebral) · Melhoria da postura; · Melhoria da orientação espaço-temporal. Conclusões A actividade na água, ou o movimento de nadar, significa para o portador de deficiência muitas vezes, um momento de liberdade – momento este, em que consegue movimentar-se livremente sem auxílio de bengala, muletas, pernas mecânicas ou cadeiras de rodas. O movimento livre facilita a possibilidade de experimentar as suas potencialidades, de vivenciar as suas limitações, isto é, conhecer-se a si próprio, confrontar-se consigo mesmo. Quando o portador de deficiência descobre as suas potencialidades, apesar das suas limitações, descobrindo sua capacidade de se movimentar na água, sem auxílio – inicia o seu prazer em desfrutar a água, cresce a sua auto-estima, aumenta a sua auto-confiança e consequentemente sua independência. A actividade aquática satisfaz as necessidades do deficiente, especialmente a necessidade de “acção”, por isso ela deve ser vista como um factor de desenvolvimento, tanto fisiológico, psicossocial e cognitivo a qual pode desvincular-se das situações reais e levá-la a agir independentemente do que ela vê. Recomenda-se o trabalho de estimulação aquática para o deficiente através da Educação Física Adaptada, uma vez que o mesmo sempre esteve sob domínio de outras áreas como a médica – a estimulação aquática é um trabalho desenvolvido de uma forma menos rotineira, mecânica, restritiva e reforçadora da deficiência.

 

in Acção "A importância das actividades aquáticas para as crianças e jovens con nee" a realizar em Janeiro de 2008


publicado por utmessines às 12:58
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