Espaço de reflexão e de partilha dinamizado pelos professores do Grupo de Educação Especial de S. B. Messines
28 de Outubro de 2009

1. O QUE É SÍNDROME DE DOWN?

SÍNDROME DE DOWN (SD) É UMA ALTERAÇÃO GENÉTICO QUE ACARRETA UM ATRASO DO DESENVOLVIMENTO, TANTO DAS FUNÇÕES MOTORAS DO CORPO, COMO DAS FUNÇÕES MENTAIS. UM BEBÊ COM SD É POUCO ATIVO, MOLINHO, O QUE CHAMAMOS HIPOTONIA. A HIPOTONIA DIMINUI COM O TEMPO, E A CRIANÇA VAI CONQUISTANDO, EMBORA MAIS TARDE QUE AS OUTRAS, AS DIVERSAS ETAPAS DO DESENVOLVIMENTO: SUSTENTAR A CABEÇA, VIRAR-SE NA CAMA, ENGATINHAR, SENTAR, ANDAR E FALAR. A SD ERA CONHECIDA POPULARMENTE COMO MONGOLISMO. ATUALMENTE, A FORMA DE SE NOMEAR AS PESSOAS QUE NASCEM COM A TRISSOMIA 21 É: PESSOAS COM SÍNDROME DE DOWN.

2. COMO SE RECONHECE A SD?

HÁ SINAIS FÍSICOS QUE ACOMPANHAM, EM GERAL, A SD, E POR ISSO AJUDAM A FAZER O DIAGNÓSTICO. OS PRINCIPAIS SINAIS FÍSICOS NO RECÉM-NASCIDO SÃO: • HIPOTONIA • ABERTURA DAS PÁLPEBRAS INCLINADA COM A PARTE EXTERNA MAIS ELEVADA • PREGA DA PÁLPEBRA NO CANTO DOS OLHOS COMO NAS PESSOAS DA RAÇA AMARELA, POR EXEMPLO JAPONESES.
• LÍNGUA PROTUSA (PARA FORA DA BOCA) • PREGA ÚNICA NA PALMA DAS MÃOS HÁ OUTROS SINAIS FÍSICOS, MAS VARIAM DE BEBÊ PARA BEBÊ

3. OCORREM MUITOS CASOS DE SD?

A SD É RELATIVAMENTE FREQÜENTE: DE CADA 700 BEBÊS QUE NASCEM, UM TEM. A SÍNDROME. ATUALMENTE, ESTIMA-SE QUE EXISTEM, ENTRE CRIANÇAS E ADULTOS, MAIS DE 100 MIL BRASILEIROS COM SD.

4. QUALQUER CASAL PODE TER UM FILHO COM ESSA SÍNDROME?

SIM, QUALQUER CASAL PODE TER FILHO COM SD, NÃO IMPORTANDO SUA RAÇA, CREDO OU CONDIÇÃO SOCIAL. ENTRETANTO, A CHANCE DE NASCER UM BEBÊ COM SD É MAIOR QUANDO A MÃE TEM MAIS DE 40 ANOS.

5. ALGUM PROBLEMA OCORRIDO DURANTE GRAVIDEZ PODE CAUSAR A SÍNDROME?

NÃO. NO INICIO DA GESTAÇÃO, QUANDO COMEÇA A SE FORMAR O BEBÊ, JÁ ESTÁ DETERMINADO SE ELE TERÁ SD OU NÃO. PORTANTO, NADA QUE OCORRA DURANTE A GRAVIDEZ, COMO QUEDAS, EMOÇÕES FORTES OU SUSTOS, PODE SER A CAUSA DA SÍNDROME. TAMBÉM NÃO SE CONHECE NENHUM MEDICAMENTO QUE INGERIDO DURANTE A GRAVIDEZ CAUSE A SD.

6. A SD É CONTAGIOSA?

NÃO, ELA NÃO É CAUSADA POR NENHUM MICRÓBIO. ELA É PRODUZIDA POR UMA ALTERAÇÃO GENÉTICA QUE OCORRE NO INÍCIO DA GRAVIDEZ.

7. EXISTE CURA?

ATÉ O MOMENTO, NÃO HÁ CURA, EMBORA NO MUNDO INTEIRO SE FAÇAM PESQUISAS NESSE SENTIDO. A SD É UMA ANOMALIA DAS PRÓPRIAS CÉLULAS, E NÃO EXISTEM DROGAS, VACINAS, REMÉDIOS, ESCOLAS OU TÉCNICAS MILAGROSAS CAPAZES DE CURÁ-LA.
INFELIZMENTE, SÃO INÚMEROS OS PAIS QUE SE DEIXAM ENGANAR POR CURANDEIROS E CHARLATÕES, PENSANDO QUE SEUS TRATAMENTOS MILAGROSOS BENEFICIAM SEUS FILHOS. NESSES CASOS, O DESENVOLVIMENTO QUE A CRIANÇA VAI TENDO COM A IDADE É ATRIBUÍDO ERRADAMENTE AO TRATAMENTO, QUE MUITAS VEZES EXIGE SACRIFÍCIOS ECONÔMICOS EXORBITANTES E COMPLETAMENTE INÚTEIS.
ATUALMENTE, SÃO REALIZADOS PROGRAMAS DE ESTIMULAÇÃO PRECOCE QUE VISAM, FAVORECER O DESENVOLVIMENTO MOTOR E INTELECTUAL DAS CRIANÇAS COM SD. ESTES PROGRAMAS INDICAM MELHORAS NO DESEMPENHO DA CRIANÇA DURANTE OS PRIMEIROS ANOS DE VIDA. A ESTIMULAÇÃO PRECOCE NÃO É A CURA DA SD, MAS FORNECE AS OPORTUNIDADES PARA O DESENVOLVIMENTO DOS POTENCIAIS DA CRIANÇA.


8. QUAL A CAUSA?

TODA PESSOA TEM SEU CORPO FORMADO POR PEQUENAS UNIDADES CHAMADAS CÉLULAS, QUE SÓ PODEM SER VISTAS AO MICROSCÓPIO. DENTRO DE CADA CÉLULA ESTÃO OS CROMOSSOMOS, QUE SÃO OS RESPONSÁVEIS POR TODO O FUNCIONAMENTO DA PESSOA.
OS CROMOSSOMOS DETERMINAM, POR EXEMPLO, A COR DOS OLHOS, ALTURA, SEXO E TAMBÉM O FUNCIONAMENTO E FORMA DE CADA ÓRGÃO INTERNO, COMO O CORAÇÃO, O ESTOMAGO E O CÉREBRO. CADA UMA DE NOSSAS CÉLULAS POSSUI 46 CROMOSSOMOS QUE SÃO IGUAIS DOIS A DOIS, QUER DIZER, EXISTEM 23 PARES OU DUPLAS DE CROMOSSOMOS DENTRO DE CADA CÉLULA. UM DESSES PARES DE CROMOSSOMOS, CHAMADO DE PAR NÚMERO 21, É QUE ESTÁ ALTERADO NA SD. A CRIANÇA COM SD POSSUI UM CROMOSSOMO 21 A MAIS, OU SEJA, ELA TÊM TRÊS CROMOSSOMOS 21 EM TODAS AS SUAS CÉLULAS, AO INVÉS DE TER DOIS. É O QUE CHAMAMOS DE TRISSOMIA 21. PORTANTO, A CAUSA DA SD É A TRISSOMIA DO CROMOSSOMO 21.

9. QUAL O RISCO DE UM CASAL TER UMA CRIANÇA COM SD?

O RISCO DEPENDE DA SÍNDROME SER CAUSADA POR TRISSOMIA SIMPLES OU POR TRANSLOCAÇÃO. NO CASO DA TRISSOMIA SIMPLES, O RISCO DEPENDE DA IDADE DA MÃE, ISSO PORQUE A CHANCE DE ACONTECER UM ERRO NA FORMAÇÃO DO OVO É MAIOR COM O AUMENTO DA IDADE DA GESTANTE. PARA A TRANSLOCAÇÃO, SE NÃO EXISTE OUTRO CASO NA FAMÍLIA, O RISCO É MUITO PEQUENO.

10. EXISTE ALGUMA MANEIRA DE SE SABER SE A CRIANÇA TERÁ SD ANTES DO NASCIMENTO?

ATUALMENTE, EXISTEM EXAMES QUE SÃO FEITOS DURANTE A GRAVIDEZ, E QUE DETECTAM ALGUMAS ALTERAÇÕES DO FETO. DENTRE ESTES, A AMNIOCENTESE E A AMOSTRA DE VILO CORIAL SÃO EXAMES USADOS PARA ESTUDO DOS CROMOSSOMOS DO FETO. PORTANTO, A TRISSOMIA DO CROMOSSOMO 21, QUE CAUSA A SD, PODE SER DETECTADA NO PERÍODO PRÉ-NATAL. MULHERES COM MAIS DE 40 ANOS POSSUEM UM RISCO MAIOR DE TER UM FILHO COM SD E ELAS PODEM FAZER UM DESSES DOIS EXAMES DURANTE A GRAVIDEZ. ESSE AUMENTO DO RISCO NÃO DEPENDE DO NÚMERO DE FILHOS QUE A MULHER JÁ TEVE.

11. A SÍNDROME PODE TER GRAUS DIFERENTES?

NÃO EXISTE CLASSIFICAÇÃO EM GRAUS PARA A SD. TODAVIA, TANTO OS SINAIS CLÍNICOS COMO O DESENVOLVIMENTO MOTOR E MENTAL APRESENTAM VARIAÇÕES. ASSIM, COMO CADA CRIANÇA É DIFERENTE DAS DEMAIS, AS CRIANÇAS COM SD TAMBÉM SE DESENVOLVEM DIFERENTEMENTE UMAS DAS OUTRAS. APESAR DA VARIAÇÃO ENTRE AS CRIANÇAS, TODAS APRESENTAM DEFICIÊNCIA MENTAL.

12. AS CRIANÇAS COM SD APRESENTAM PROBLEMAS DE SAÚDE?

EXISTEM ALGUNS PROBLEMAS E DOENÇAS QUE AS CRIANÇAS COM SD PODEM TER COM MAIOR FREQÜÊNCIA, TAIS COMO:
• MAL-FORMAÇÃO CARDÍACA, EM METADE DOS CASOS; • MAL-FORMAÇÃO DO INTESTINO;
• DEFICIÊNCIA IMUNOLÓGICA;
• PROBLEMAS RESPIRATÓRIOS;
• PROBLEMAS DE VISÃO E AUDIÇÃO;
• PROBLEMAS ODONTOLÓGICOS.
É CONVENIENTE, EM QUALQUER DOS CASOS, PROCURAR A ORIENTAÇÃO PARA O TRATAMENTO ADEQUADO.
É IMPORTANTE LEMBRAR QUE ALGUMAS PESSOAS COM SD NÃO APRESENTAM OS PROBLEMAS OU DOENÇAS ACIMA CITADOS, POR ISSO É SEMPRE IMPORTANTE A AVALIAÇÃO MÉDICA, COM UM PROFISSIONAL DA CONFIANÇA DA FAMÍLIA, QUE ACIMA DE TUDO, TRAGA TRANQÜILIDADE.

13. COMO É O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA COM SD?

O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA COM SD OCORRE EM UM RITMO MAIS LENTO QUE O DAS CRIANÇAS NORMAIS. O BEBÊ, DEVIDO À HIPOTONIA, É MAIS QUIETO, TEM DIFICULDADE PARA SUGAR, ENGOLIR, SUSTENTAR A CABEÇA E OS MEMBROS. A HIPOTONIA, COM OS CUIDADOS TERAPÊUTICOS NECESSÁRIOS, TEM UM PROGNÓSTICO MUITO POSITIVO.
EMBORA HAJA ATRASO NO DESENVOLVIMENTO MOTOR, ISSO NÃO IMPEDE QUE A CRIANÇA APRENDA SUAS TAREFAS DIÁRIAS E PARTICIPE DA VIDA SOCIAL DA FAMÍLIA. A CRIANÇA COM SD PODE, PORTANTO, EXECUTAR TAREFAS SIMPLES, MAS A DEFICIÊNCIA MENTAL NÃO PERMITE QUE ELA CONSIGA RESOLVER PROBLEMAS ABSTRATOS, QUE SÃO MUITO COMPLICADOS PARA ELA

14. COMO É O TEMPERAMENTO?

CADA PESSOA TEM UMA PERSONALIDADE PRÓPRIA, DIFERENTE DAS DEMAIS. DO MESMO MODO, A CRIANÇA COM SD TAMBÉM TEM SUA PERSONALIDADE, QUE DEPENDE, EM GRANDE PARTE, DE SUAS EXPERIÊNCIAS. A MAIORIA DESSAS CRIANÇAS TEM TEMPERAMENTO DÓCIL E NÃO SÃO AGRESSIVAS. A TEIMOSIA E A BIRRA ÀS VEZES FAZEM PARTE DE SEU COMPORTAMENTO E, ASSIM COMO DAS OUTRAS CRIANÇAS, QUE NÃO ENCONTRAM LIMITES CLAROS E EQUILIBRADOS EM SUA EDUCAÇÃO.

15. COMO A CRIANÇA DEVE SER EDUCADA?

DEVE SER EDUCADA E DISCIPLINADA COMO QUALQUER OUTRA CRIANÇA. OS PAIS DEVEM ENSINAR-LHE OS LIMITES, NÃO PERMITINDO QUE ELA FAÇA TUDO O QUE QUISER. SERÁ NECESSÁRIO MAIOR CUIDADO E ATENÇÃO, PORQUE A CRIANÇA PODE DEMORAR MAIS PARA APRENDER AS COISAS. É IMPORTANTE LEMBRAR QUE ELA PODE DEMORAR PARA APRENDER AS COISAS, MAS APRENDERÁ.

16. COMO SE PODE DIMINUIR SUAS LIMITAÇÕES?

A MAIORIA DOS PROFISSIONAIS ACREDITA QUE A ESTIMULAÇÃO PRECOCE AJUDA O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA. OS PAIS PODEM AUXILIAR MUITO A CRIANÇA, BRINCANDO SEMPRE COM ELA, MANTENDO-A EM ATIVIDADE, PERMITINDO QUE ELA TENHA MUITOS ESTÍMULOS, VISUAIS, TÁTEIS E AUDITIVOS, POR EXEMPLO, COM BRINQUEDOS E OBJETOS DE MATERIAL, SOM E COR DIFERENTES. EXERCÍCIOS FÍSICOS ESPECÍFICOS PODERÃO AUXILIAR O DESENVOLVIMENTO NEUROLÓGICO. A CONVIVÊNCIA COM OUTRAS CRIANÇAS E A PARTICIPAÇÃO NA VIDA SOCIAL DA FAMÍLIA AUXILIARÃO SEU DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL.
CLÍNICAS ESPECIALIZADAS COSTUMAM TER PROGRAMAS DE ESTIMULAÇÃO PRECOCE PARA CRIANÇAS COM SD, QUE PODERÃO ORIENTAR OS PAIS QUANTO AOS EXERCÍCIOS ESPECÍFICOS.

17. QUAL E A ESCOLA MAIS ADEQUADA?

A ESCOLA COMUM, DE CARÁTER REGULAR (PARTICULAR OU PÚBLICA) QUE DEVE SER ESCOLHIDA PELOS PAIS, OS QUAIS PODEM SER ORIENTADOS PELOS TERAPEUTAS DE SEUS FILHOS. VALE LEMBRAR QUE A ÚLTIMA DECISÃO É DOS PAIS. NOSSA LEGISLAÇÃO ATUAL ASSEGURA O DIREITO À ESCOLARIZAÇÃO PARA TODOS, NÃO IMPORTANDO RAÇA, CREDO, SEXO, OU SE A PESSOA TEM NECESSIDADES ESPECIAIS. TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI E TÊM OS MESMOS DIREITOS. TODAS AS ESCOLAS, PARTICULARES OU PÚBLICAS, SÃO OBRIGADAS A MATRICULAR EM SEU ESTABELECIMENTO PESSOAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS CASO SEJAM PROCURADAS, E SE NÃO O FIZEREM, PODEM SOFRER AS CONSEQÜÊNCIAS LEGAIS DESTA NEGAÇÃO.

18. CONVÉM INTERNAR A CRIANÇA NUMA INSTITUIÇÃO ESPECIALIZADA?

UMA INSTITUIÇÃO NÃO TEM CONDIÇÕES DE SUPRIR TODAS AS NECESSIDADES DO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA, POIS A FAMÍLIA PODE LHE DAR MAIS ATENÇÃO E CARINHO. É IMPORTANTE QUE ELA CONVIVA COM OUTRAS PESSOAS E FREQÜENTE AMBIENTES DIFERENTES. MATRICULAR A CRIANÇA NUMA ESCOLA COMUM (REDE REGULAR DE ENSINO) ONDE PASSE PARTE DO DIA, PODE DAR-LHE MELHORES CONDIÇÕES DE DESENVOLVIMENTO, SEM PRIVÁ-LA DA CONVIVÊNCIA COM A FAMÍLIA.

19. COMO OS PAIS DEVEM AGIR EM RELAÇÃO À CRIANÇA COM SD E SEUS IRMÃOS?

OS PAIS DEVEM PROCURAR NÃO SUPERPROTEGER A CRIANÇA, INTERFERINDO O MENOS POSSÍVEL NAS BRINCADEIRAS E BRIGAS ENTRE IRMÃOS, PERMITINDO QUE CADA UM TENHA SUAS ATIVIDADES E SUA LIBERDADE. SE OS PAIS TRATAM A CRIANÇA COM NATURALIDADE, OS IRMÃOS TAMBÉM O FARÃO, NÃO SE DEVE TRATAR A CRIANÇA COMO SE ELA FOSSE MAIS FRACA, INDEFESA OU “DIFERENTE", FAZENDO EXIGÊNCIAS OU RESTRIÇÕES ESPECIAIS AOS OUTROS IRMÃOS, POIS ELES PODERÃO SE SENTIR CULPADOS, COM PENA, RAIVA OU COM RESPONSABILIDADE EXCESSIVA. DEVE-SE EVITAR QUE A CRIANÇA COM SD SE TORNE ALVO DAS ATENÇÕES EXAGERADAS DA FAMÍLIA, PARA QUE OS OUTROS FILHOS NÃO SE SINTAM EM SEGUNDO PLANO.

20. O QUE DEVE SER DITO AOS IRMÃOS DAS CRIANÇA?

SE OS IRMÃOS FOREM PEQUENOS, NÃO EVITE SUA PRESENÇA PARA FALAR DAQUELE QUE TEM SD, EVITE COCHICHOS, POIS ISSO CRIA UMA ATMOSFERA ARTIFICIAL; OUVINDO OS PAIS CONVERSAREM COM NATURALIDADE, ELES ACEITARÃO NATURALMENTE NA MEDIDA QUE CRESCEM. SE OS IRMÃOS TIVEREM IDADE PARA COMPREENDER, PODERÁ SER DITO QUE O IRMÃO COM SD APRENDERÁ AS COISAS UM POUCO MAIS DEVAGAR DO QUE ELES MESMOS APRENDERAM.

21. COMO OS CASAIS SE SENTEM AO SABER QUE TÊM UM FILHO COM SD?

HÁ MUITA EXPECTATIVA QUANTO AO NASCIMENTO DE UM BEBÊ, E OS PAIS SEMPRE ESPERAM QUE SEUS FILHOS NASÇAM SADIOS. QUANDO NASCE UMA CRIANÇA COM SD, É NATURAL QUE OS PAIS FIQUEM CHOCADOS E QUE TENHAM SENTIMENTOS DE PERDA E REJEIÇÃO. DEVIDO A POUCA INFORMAÇÃO, OS PAIS PODEM SUPOR QUE COMETERAM ALGUM ERRO E POR ISSO SE SENTEM CULPADOS.
À MEDIDA QUE A SITUAÇÃO SE TORNA MAIS CLARA, E QUE OS PAIS TORNAM CONHECIMENTO DE QUE A SÍNDROME É CAUSADA POR UM ACIDENTE SOBRE O QUAL NINGUÉM TEM CONTROLE, ESSES SENTIMENTOS, QUE SÃO NATURAIS NESSE MOMENTO, PODERÃO SER SUPERADOS.
SENTIMENTOS DE INSEGURANÇA E INCERTEZA, BEM COMO DÚVIDAS SOBRE COMO TRATAR A CRIANÇA E O QUE O FUTURO LHE RESERVA, PODEM SURGIR. SE ISSO ACONTECER, PROCURE INFORMAÇÕES CORRETAS, ATRAVÉS DE MÉDICOS, PROFISSIONAIS ESPECIALIZADOS OU MESMO PAIS QUE TAMBÉM TÊM UM FILHO COM SD. ISSO PODERÁ AJUDÁ-LO A COMPREENDER MELHOR A SITUAÇÃO E SEU FILHO.

22. COMO SE DEVE AGIR QUANDO OUTRAS PESSOAS FIZEREM PERGUNTAS?

APESAR DA DIFICULDADE INICIAL EM ACEITAR A CRIANÇA COM SD, PROCURE DIZER ÀS PESSOAS CONHECIDAS QUE A CRIANÇA TEM SD, QUE É UM ATRASO NO DESENVOLVIMENTO, QUE NÃO É UMA DOENÇA CONTAGIOSA OU INFECCIOSA. ISSO PODERÁ EVITAR SITUAÇÕES DESAGRADÁVEIS, E AS PESSOAS SE SENTIRÃO MAIS A VONTADE PARA CONVERSAR COM VOCÊ A RESPEITO DA CRIANÇA.

23. COMO DEVE SER A EDUCAÇÃO SEXUAL?

AOS POUCOS, DE ACORDO COM A CURIOSIDADE DA CRIANÇA E COM SUA CAPACIDADE DE COMPREENSÃO, OS PAIS TERÃO OPORTUNIDADE DE EXPLICAR COMO NOSSO CORPO FUNCIONA E AS DIFERENÇAS ENTRE HOMENS E MULHERES E, FORNECER INFORMAÇÕES QUE AJUDEM A CRIANÇA A LIDAR COM DETERMINADAS SITUAÇÕES, COMO, POR EXEMPLO, PREPARAR A MENINA PARA A PRIMEIRA MENSTRUAÇÃO. A EDUCAÇÃO SEXUAL NÃO É DADA NUM ÚNICO DIA. DESDE PEQUENA A CRIANÇA TEM CURIOSIDADE POR TUDO QUE A CERCA, E O SEXO TAMBÉM DESPERTA SUA ATENÇÃO. ISSO PARA ELA É TÃO NATURAL COMO QUALQUER OUTRA COISA. ESSA NATURALIDADE CONTINUARÁ SE OS PAIS CONVERSAREM ESPONTANEAMENTE SOBRE SEXO COM ELA.

24. UMA PESSOA COM SD PODERÁ TER FILHOS?

NÃO SE CONHECEM CASOS DE HOMENS COM SD QUE TENHAM SE REPRODUZIDO. AS MULHERES PODEM MENSTRUAR E ENGRAVIDAR. ENTRETANTO, A GRAVIDEZ É DESACONSELHADA, PORQUE A MÃE TERÁ DIFICULDADE EM CUIDAR DA CRIANÇA ADEQUADAMENTE. ALÉM DISSO, O RISCO DE NASCER UMA CRIANÇA TAMBÉM COM SD É ALTO (CERCA DE 50%). CONVÉM QUE OS PAIS PROCUREM A ORIENTAÇÃO DE UM GINECOLOGISTA QUANDO A MENINA COM SD CHEGA À ADOLESCÊNCIA E TEM A SUA PRIMEIRA MENSTRUAÇÃO.

25. COMO É A VIDA DA PESSOA COM SD?

A PESSOA COM SD QUANDO ADOLESCENTE E ADULTA TEM UMA VIDA SEMI-INDEPENDENTE. EMBORA POSSA NÃO ATINGIR NÍVEIS AVANÇADOS DE ESCOLARIDADE, PODE TRABALHAR EM DIVERSAS OUTRAS FUNÇÕES, DE ACORDO COM SEU NÍVEL INTELECTUAL. ELA PODE TER SUA VIDA SOCIAL COMO QUALQUER OUTRA PESSOA, TRABALHAR, PRATICAR ESPORTES, VIAJAR, FREQÜENTAR FESTAS.

FONTE DE PESQUISA A NET


publicado por utmessines às 19:59
18 de Outubro de 2009

publicado por utmessines às 18:45

A sexualidade é hoje um tema de debate frequente, interessando não só pais e educadores mas a toda a comunidade. Este tema invadiu os media, é campo de estudo e análise, devendo ser objecto de política governamental nas áreas da saúde, educação, juventude e da “condição” feminina. É fácil compreender a importância, extensão e envolvimento da sexualidade na vida de todos nós, ao analisar-se a definição de sexualidade pela OMS: “a sexualidade é uma energia que nos motiva a procurar o amor, contacto, ternura, intimidade; que se integra no modo como nos sentimos, movemos, tocamos e somos tocados; é ser-se sensual e ao mesmo tempo sexual; a sexualidade influencia pensamentos, sentimentos, acções e interacções, e por isso influencia também a nossa saúde física e mental”.

A sexualidade adquiriu valor próprio e é uma componente positiva, e não negativa, da vida e do desenvolvimento pessoal, ao longo de toda a vida – e não só a partir de certa idade – cujas expressões contribuem para o bem-estar pessoal e relacional – e não só para a reprodução.

A educação sexual é um conceito global que inclui a identidade sexual, o corpo, as expressões da sexualidade, os afectos, a reprodução e a promoção da saúde sexual e reprodutiva. A verdadeira educação sexual, pode dizer-se, é a educação da capacidade de amar.

Alguns dos aspectos relevantes da educação sexual e reprodutiva dos adolescentes (jovens entre os 10 e 19 anos) inclui a gravidez não desejada, o aborto não seguro, as doenças sexualmente transmissíveis, incluindo VIH/SIDA e todas as formas de violência e coerção.

A importância da educação sexual dos adolescentes é enorme, sendo verdadeiramente um mito que a informação sobre o sexo e a reprodução promova a promiscuidade e o início precoce da actividade sexual.

Muito ao contrário, a realidade é que a educação sexual contribui para um elevado nível de abstinência, início mais tardio da actividade sexual, maior uso da contracepção e menor número de parceiros sexuais.

Existem alguns pressupostos básicos na educação da sexualidade que os educadores devem ter em conta: a) sexualidade não é apenas genitalidade; b) a educação sexual deve ser contínua; c) a família tem um papel determinante; d) a escola tem um papel complementar da família; e) o aspecto científico e rigoroso da informação sexual tem que ser acompanhado da sensibilização a valores profundamente humanos; f) o educador tem que estar preparado cientificamente para a educação sexual, desenvolvendo em si próprio tolerância, respeito pelos outros, congruência e empatia.

Torna-se cada vez mais importante definir os principais objectivos da educação da sexualidade, que devem estar presentes no dia a dia e dizem respeito às tarefas dos pais e educadores, nomeadamente:

1. Reconhecer que a sexualidade é fonte de prazer e comunicação e uma componente positiva na realização pessoal e nas relações interpessoais;

2. Valorizar as diferentes expressões da sexualidade, nas várias fases de desenvolvimento ao longo da vida;

3. Respeitar a pessoa do outro, quaisquer que sejam as suas características físicas e orientação sexual;

4. Promover a igualdade de direitos e oportunidades entre os sexos;

5. Respeitar o direito à diferença;

6. Reconhecer a importância da comunicação e do envolvimento afectivo e amoroso na vivência da sexualidade;

7. Reconhecer o direito a uma maternidade/paternidade livres e responsáveis;

8. Reconhecer que a autonomia, a liberdade de escolha e uma informação adequada são aspectos essenciais para a estruturação de atitudes responsáveis no relacionamento sexual;

9. Recusar formas de expressão da sexualidade que envolvam manifestações de violência e promovam relações pessoais de dominação e exploração;

10. Promover a saúde dos indivíduos e dos casais na esfera sexual e reprodutiva.

Assim, o grande objectivo da educação da sexualidade é contribuir para uma vivência mais informada, mais gratificante e mais autónoma, logo, mais responsável da sexualidade.

Inês Santana (Psicóloga)


publicado por utmessines às 18:40
07 de Outubro de 2009

publicado por utmessines às 20:29
02 de Outubro de 2009

 

 

As escolas são os locais onde todas as crianças despertam para novos conhecimentos. Descobrem novas curiosidades, novos sentidos e novas vontades, é um novo mundo no qual passam a maior parte dos seus dias.

Num dia fazem amigos que no dia a seguir já não o são e que dois dias depois voltam a sê-lo. Defrontam-se com os primeiros desgostos e com as maiores alegrias. Fazem as maiores aventuras e têm os maiores desgostos.

Experimentam a ansiedade e a insegurança próprias das idades quando se preparam para testes. Experimentam sentimentos de alegria, fúria, raiva, euforia extrema pois estão em comunidade com crianças das mesmas idades.

E isso nem sempre é fácil, têm de aprender a controlar os seus sentimentos, as suas vontades e as suas necessidades. Têm regras impostas por professores, não por familiares e essas regras são iguais para todos.

Começa assim a preparação para a vida em sociedade.

No meio disto tudo têm de estar sempre atentos pois estão a estudar, têm de assimilar o que lhes é ensinado. É esse o objectivo de andarem na escola. Todo este processo é normal, saudável e corre bem para a maioria das crianças.

Mas existem muitas situações que não se enquadram neste padrão de normalidade.

Existem muitas crianças que por razões sociais, familiares ou por doença (permanente ou passageira) não se conseguem enquadrar nestes grupos. O ir para a escola pode ser um trauma, as crianças conseguem ser cruéis e o dia-a-dia na escola pode, ao contrário do desejado ser um verdadeiro problema.

Julgo que a nossa sociedade está em fase de viragem em diferentes campos. As tecnologias são fundamentais para o nosso quotidiano, utilizamo-las diariamente, dão-nos acesso a todo o tipo de informação, facilitam-nos a vida.

E facilitam a vida a muitas pessoas com dificuldades físicas, mentais ou psicológicas.

Mas independentemente disso não nos podemos esquecer que somos seres humanos, seres vivos.  E como todos os outros seres vivemos em sociedade, precisamos uns dos outros. Precisamos de nos fazer entender. Não podemos viver unicamente dentro de nós. Para muitos não é fácil expressar o que sentem, o que querem, o que têm vontade e principalmente o que precisam.

Julgo que esta situação pode acontecer por doença e muitas vezes por medo…. Medo de não se fazer entender, medo de ser julgado, medo de ser excluído e posto á parte do grupo.

Grupo dos chamados normais, dos que conseguem fazer tudo sozinhos, dos que por sorte têm ajudas e acompanhamentos familiares em casa. Dos que por sorte não precisam de grandes apoios para seguirem em frente e estarem integrados. Dos que por sorte ainda não tiveram desgostos que precisem de superar.

O ser humano em geral fica apreensivo quando tem de ir ao médico. Ainda mais quando se trata de psiquiatras, psicólogos, terapeutas educacionais. Ainda mais quando essas situações acontecem com os filhos.

A nossa sociedade ainda tem essa grande falha, julga por antecipação, olha de lado para as situações que fogem ao normal, desvia a cara porque não é com eles. E essa atitude quer queiramos quer não é absorvida e repetida pelos nossos filhos com toda a naturalidade.

As crianças sentem desde pequenas que é assim e sem querer aprendem a desviar o olhar. Quando se deparam com situações que elas próprias precisam de ajuda muitas vezes rejeitam porque não querem fazer parte do grupo “dos diferentes”, daqueles que precisam de ajuda para se juntarem ao grupo dos que conseguem tudo sem ajudas. Não querem que as pessoas desviem a cara quando passam por eles.

 

Mas em geral todas as crianças gostam de animais. Podem até ter medo por não estarem habituadas ao seu contacto mas quando têm hipótese gostam de tocar, de tratar de saber como reagem.

 

Desde os primeiros anos de escola que as crianças ouvem falar de todo o tipo de animais. Os livros infantis são baseados em histórias com animais. Os animais não desviam o olhar, não gostam mais ou menos de alguém só porque esse alguém não faz parte do grupo. Pelo contrario os animais gostam de quem gosta deles, de quem os trata bem, de quem lhes da carinho. E têm uma vantagem, não falam, não agridem com as suas opiniões, com as suas críticas. Eles comunicam connosco por sentimentos, por reacções físicas, é tão fácil perceber se lhes estamos a fazer bem ou mal, é tão fácil fazer deles nossos confidentes, eles não vão contar a ninguém. E além disso funciona instantaneamente, são situações de acção reacção, não temos de esperar por nenhuma análise, nenhum estudo. Conseguimos perceber instantaneamente as consequências dos nossos actos. E as crianças entendem isso. Reagem a isso e gostam. E também sabem que os animais não se esquecem de quem os trata bem.

Partindo deste principio é fácil perceber que a proximidade das crianças aos animais é fundamental. Que o funcionamento de terapias assistidas por animais têm óptimos resultados.

Num mundo perfeito os animais deveriam fazer parte do dia-a-dia das crianças.

Num mundo que é o nosso as TAA deveriam ser incentivadas e apoiadas pelos seus benefícios comprovados ao longo dos anos em vários países e nas mais variadas situações.

Mafalda Van Uden

 

 

 


publicado por utmessines às 14:59
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