Espaço de reflexão e de partilha dinamizado pelos professores do Grupo de Educação Especial de S. B. Messines
24 de Novembro de 2009

O Programa Curricular de Língua Gestual Portuguesa – Primeiras Idades e Ensino Básico, apresentado pela Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (DGIDC), foi homologado pelo Ministério da Educação.

Este programa passa, assim, a ter aplicação obrigatória no currículo dos alunos surdos que optem pelo ensino bilingue em escolas de referência para a educação bilingue de alunos surdos.

O documento está estruturado de acordo com os níveis etários e de escolaridade, tendo em conta a especificidade da Língua Gestual Portuguesa (LGP) na sua modalidade de ensino e aprendizagem.

Deste modo, prevê-se a intervenção nas primeiras idades (dos 0 aos 3 anos), na Educação pré-escolar e no 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico.

A carga horária da disciplina curricular de LGP deverá ser total no pré-escolar, enquanto no 1.º ciclo deverá estar sempre presente no horário escolar, propondo-se uma ocupação horária equivalente à da Língua Portuguesa para os alunos ouvintes, que deverá aplicar-se também no 2.º e 3.º ciclos e no ensino secundário.

Deste modo, a LGP passará a ser a primeira língua dos alunos surdos que optem pelo ensino bilingue, no pré-escolar e 1.º, 2.º e 3.º ciclos.

Para o efeito, propõe-se que a DGIDC, em articulação com as Direcções Regionais de Educação, desenvolva formação sobre o programa curricular da LGP destinada aos profissionais de escolas de referência para a educação bilingue de alunos surdos e a desenvolver pelos autores do programa.

Prevê-se também a criação de um plano nacional de formação na área da docência de LGP, a desenvolver pelo ministério da Educação em colaboração com a Associação Portuguesa de Surdos.

O programa curricular da disciplina de LGP destina-se a todas as crianças Surdas, independentemente do tipo e do grau de surdez, da idade em que a adquirem e da potencialidade para a reabilitação audio-oral.

Assim, o programa curricular deve adaptar-se a todas as crianças Surdas, tendo em conta a sua heterogeneidade, tanto em relação à idade de acesso ao ensino bilingue, como ao conjunto de competências comunicativas com que a ele acedem.

De acordo com o documento, o programa curricular da disciplina divide-se nas seguintes áreas nucleares:

Interacção em LGP
Literacia em LGP
Estudo da Língua
LGP, Comunidade e Cultura


Os alunos surdos com necessidades especiais deverão ter um acompanhamento adicional individualizado por parte do docente Surdo de LGP, de forma a atingirem, ao seu próprio ritmo, as competências adequadas a cada nível escolar.

Por outro lado, encara-se como necessária em todos os profissionais a competência em LGP, quer os implicados nas várias áreas de actividade da escola, que incluem o refeitório, cozinha, bar, papelaria, secretaria, quer o pessoal docente, o pessoal de apoio aos tempos extra-curriculares, de apoio psicológico e de apoio social.

O objectivo final do ensino bilingue é tornar os alunos Surdos plenamente competentes na sua língua natural bem como na língua oficial do seu país. Não se pretende que a LGP seja um apoio à educação dos Surdos, pretende-se, antes, que o seu ensino seja uniformizado para toda a população Surda escolar, em termos de objectivos propostos e de competências a atingir, consoante o nível de escolaridade do aluno, procurando motivá-lo para as aprendizagens necessárias.

In apee – associação de professores de educação especial


 

15 de Novembro de 2009

publicado por utmessines às 11:44
07 de Novembro de 2009

A natação e/ou actividades aquáticas são fundamentais para um desenvolvimento harmonioso das qualidades físicas, psicológicas e sociais de todas as pessoas, independentemente das suas capacidades e “limitações”. Este tipo de actividade produz efeitos benéficos para o aluno portador de deficiência, quer seja física ou mental.

Para as crianças/jovens com Necessidades Educativas Especiais este desporto define-se como a capacidade do aluno em efectuar movimentos com segurança sobre e sob a água, tendo em conta as suas “limitações” e colocando em prática todas as suas capacidades.

A água apresenta algumas características que facilitam de certa forma o deslocamento sem muito esforço, auxiliando o equilíbrio do aluno com Necessidades Educativas Especiais e permitindo a execução de movimentos que fora de água seriam difíceis ou até impossíveis de realizar.

O contacto com a água e o desempenho de actividades aquáticas são fundamentais para um melhor funcionamento do sistema circulatório (contribuindo para o aumento do volume do coração, para o fortalecimento dos músculos cardíacos, etc.) e respiratório (permitindo o aumento da elasticidade da caixa torácica, o fortalecimento dos músculos respiratórios, etc.).

A prática de natação e/ou actividades aquáticas propiciam uma maior resistência por parte do organismo face às mudanças de temperatura, evitando por isso, algumas doenças. Para além disto, a frequência deste tipo de actividade contribui para o fortalecimento dos músculos, para o aumento do equilíbrio, para o relaxamento muscular e da coluna vertebral, para a diminuição de espasmos, para o aumento da amplitude dos movimentos corporais, para a melhoria da postura, para o alívio de dores e das tensões do foro psicológico, entre outras coisas.

A aula de natação deve ser variada ao nível da sua própria organização, na utilização de materiais e até no que diz respeito às actividades propostas. De maneira a motivar os alunos para a frequência das aulas e consequentemente promover o convívio social, auto-estima, autonomia, assim como auxiliar o seu processo de aprendizagem escolar (aliando-se ao trabalho efectuado na escola). Isto porque, a natação estimula o desenvolvimento cognitivo da criança/jovem com Necessidades Educativas Especiais, no que diz respeito à aprendizagem, conhecimento, concentração e atenção. Para este tipo de alunos podemos delinear alguns objectivos de carácter simples, de forma a elevar as suas capacidades e habilidades nesta área, tais como: coordenar a inspiração e a expiração (em diversas situações), flutuar em equilíbrio e deslocar-se (em diferentes posições), mergulhar a cabeça e o corpo na água, saltar para a água, etc. O tipo de exercícios efectuados deve ter em conta as capacidades e “limitações” do aluno e devem ser realizados em segurança. A prática de natação e/ou actividades aquáticas deve ser encarada como uma actividade que pode enriquecer o currículo do aluno com Necessidades Educativas Especiais e contribuir para o desenvolvimento dos seus domínios: cognitivo, motor, sócio-afectivo, assim como a sua autonomia pessoal e social, a comunicação e a área sensorial.

Numa altura em que se fala tanto em condições materiais, modernidade e inovação no ensino, seria importante proporcionar a todas as crianças e jovens em idade escolar (com e sem Necessidades Educativas Especiais) este tipo de actividade – talvez fosse mais pertinente do que o ensino da Língua Inglesa no 1º ciclo do Ensino Básico. Desta forma, os alunos das escolas portuguesas teriam acesso a um ensino com mais qualidade e previsivelmente beneficiariam de um desenvolvimento mais saudável. Para isso seria necessária uma melhor gestão governamental, assim como a implementação de um sistema de ensino mais justo e eficaz.

CRUA– Clube da Rua – Portugal

Web: http://www.crua.pt/

 


01 de Novembro de 2009

publicado por utmessines às 20:17
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