Espaço de reflexão e de partilha dinamizado pelos professores do Grupo de Educação Especial de S. B. Messines
22 de Setembro de 2011

A música como arte que ensina a cantar, tocar e a combinar os sons de uma forma agradável faz parte da vida do ser humano independentemente da sua idade, sexo, da sua cultura ou das suas capacidades.

 

Na criança e no jovem a música desempenha um papel de extrema importância para um desenvolvimento pessoal e social mais harmonioso e equilibrado.

 

A música integrada no currículo do aluno e aliada às restantes áreas escolares contribuirá para uma aprendizagem de maior qualidade. Desenvolvendo a capacidade de expressão oral, a auto-estima, a segurança, a imaginação, a capacidade criadora, a capacidade de expressão corporal, a motricidade, a socialização, assim como outros conhecimentos e conceitos relacionados com a educação musical.

 

A educação especial, a socialização, a psiquiatria e a psicologia são apenas algumas das áreas de intervenção da musicoterapia, através da utilização da música e/ou dos seus elementos, tais como: som, ritmo, melodia, harmonia, entre outros.

 

Um professor/educador poderá utilizar a musicoterapia ou a expressão e educação musical com um ou mais alunos, num processo para facilitar e promover a aprendizagem, a expressão, a comunicação, a socialização, a organização, assim como outros objectivos terapêuticos relevantes, a fim de atender às necessidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas.

 

A musicoterapia pode ser utilizada no controle de problemas somáticos, como a dor ou a reabilitação de acidentes vasculares cerebrais ou lesões traumáticas. Também se utiliza para melhorar a coordenação motora no trabalho com idosos, com crianças ou jovens com deficiências neurológicas, com pessoas cegas ou surdas, com doentes de Parkinson, etc.

 

Pode ainda ser utilizada no acompanhamento às mães durante à gravidez, na estimulação com bebés, com deficientes mentais e sensoriais, com crianças ou jovens que apresentem problemas comportamentais, com deficientes físicos, entre outras.

 

Na sala de aula a música poderá desempenhar um papel fundamental no desenvolvimento dos alunos. O professor/educador poderá implementar a expressão e educação musical através da utilização de diversas estratégias, tais como: manusear/explorar de instrumentos (como por exemplo: tambores, ferrinhos, pandeiretas, etc.), ouvir e entoar canções, dançar, criar melodias, trabalho individual e de grupo, construção de instrumentos musicais, entre outras.

 

A música presente no dia a dia do ser humano será um contributo de grande importância para o seu desenvolvimento físico, intelectual e social, proporcionando-lhe uma melhor qualidade de vida.

 

Autoria: Pedro Santos - 2003

publicado por utmessines às 22:51
25 de Outubro de 2010

A paralisia cerebral é um estado caracterizado por fraco controlo muscular, espasticidade, paralisia e outras deficiências neurológicas, como resultado de uma lesão cerebral produzida durante a gravidez, na altura do parto, depois do nascimento ou antes dos 5 anos.

A paralisia cerebral não é uma doença e também não é progressiva. As partes do cérebro que controlam os movimentos musculares são particularmente vulneráveis à lesão nos bebés prematuros e nos muito pequenos. A paralisia cerebral afecta 1 ou 2 em cada 1000 bebés, mas é 10 vezes mais frequente nos bebés prematuros e, especialmente, nos de pouco peso.


Causas
Diferentes tipos de lesões podem causar paralisia cerebral, mas, habitualmente, a causa é desconhecida.
As lesões produzidas durante o parto e o fraco fornecimento de oxigénio ao cérebro antes, durante e imediatamente depois do nascimento são a causa de 10 % a 15 % dos casos.
Os bebés prematuros são particularmente vulneráveis, possivelmente em parte porque os vasos sanguíneos do cérebro apresentam um desenvolvimento anormal e sangram facilmente ou porque não podem proporcionar oxigénio suficiente ao cérebro.

Saiba mais...(segundo a www.appc.pt)

A Paralisia Cerebral caracteriza-se por uma perturbação do controlo da postura e movimento, como consequência de uma lesão cerebral que atinge o cérebro em período de desenvolvimento.

Não há dois casos semelhantes.

Algumas crianças têm perturbações ligeiras, quase imperceptíveis, que as tornam desajeitadas a andar, falar ou a usar as mãos.

Outras são gravemente afectadas com incapacidade motora grave, impossibilidade de andar e falar, sendo dependentes nas actividades da vida diária.

Entre este dois extremos existem os casos mais variados.

De acordo com a localização das lesões e áreas do cérebro afectadas, as manifestações podem ser diferentes.

Os tipos mais comuns são:

Espástico- Caracterizado por paralisia e aumento de tonicidade dos músculos resultante de lesões no córtex ou nas vias daí provenientes. Pode haver um lado do corpo afectado (hemiparésia), os 4 membros (tetraparésia) ou mais os membros inferiores (diplegia)

Atetose/Distonia- Caracterizada por movimentos involuntários e variações na tonicidade muscular resultantes de lesões dos núcleos situados no interior dos hemisférios cerebrais(Sistema Extra-Piramidal).

Ataxia- Caracterizada por diminuição da tonicidade muscular, incoordenação dos movimentos e equilíbrio deficiente, devido a lesões no cerebelo ou das vias cerebelosas.

A pessoa com Paralisia Cerebral pode ter inteligência normal ou até acima do normal, mas também pode ter atraso intelectual, não só devido às lesões cerebrais, mas também pela falta de experiência resultante das suas deficiências. Os esgares da face e deficiência na fala, devido ao descontrolo dos movimentos, podem fazer aparentar um atraso mental que na realidade não existe.

Podem aparecer formas mistas com diferentes sintomas, o que torna difícil a avaliação.

Além da perturbação motora há também, por vezes, défices sensoriais, deficiência de visão e audição, dificuldades perceptivas, deficiência na fala e epilepsia, o que torna o quadro mais complexo.

 

in http://www.ajudas.com/default.asp


publicado por utmessines às 20:06
22 de Setembro de 2010

Introdução

A Organização Mundial de Saúde definiu o termo deficiência como sendo a ausência ou a disfunção de uma estrutura psíquica, fisiológica ou anatómica...

As crianças e jovens com necessidades educativas especiais necessitam de um atendimento especializado, no sentido de desenvolver as suas capacidades e consequentemente a sua qualidade de vida...

O síndrome de Prader-Willi foi descrito pela primeira vez em 1956 e é de origem genética...

O síndrome de Prader-Willi afecta o desenvolvimento global da criança ao nível físico e mental, reflectindo-se em dificuldades de aprendizagem, obesidade, problemas comportamentais, baixa estatura e baixo tónus muscular...


Incidência

A incidência do síndrome de Prader-Willi é de cerca de 1 em 16000 – 25000 nascimentos. Geralmente, é uma doença esporádica, isto é, existem poucos casos de ocorrência entre membros da mesma família.


Etiologia

A maior parte dos portadores deste síndrome têm uma delecção no cromossoma 15 (ausência de determinada região do cromossoma) de origem paterna (cerca de 70%) - Os restantes casos são secundários à substituição do cromossoma 15 de origem paterna por um segundo cromossoma de origem materna - Ocorre no momento da concepção.


Diagnóstico

O diagnóstico é feito através de um teste genético, capaz de identificar a ausência da contribuição paterna no cromossoma 15. As técnicas actuais permitem detectar 99% dos casos. O diagnóstico baseia-se nos seguintes critérios: hipotonia neonatal/lactente; dificuldades alimentares no lactente; aumento de peso excessivo entre o 1º e 6º ano de vida; fácies característica (olhos em amêndoa; estreitamento bitemporal); hipogonadismo; atraso global do desenvolvimento e hiperfagia.


Sinais de alerta

A maioria dos bebés com este síndrome apresentam um baixo Apgar ao nascer, fraco desenvolvimento psicomotor, choro fraco, revelam dificuldade em sugar, pouca actividade e raramente conseguem ser amamentados.


Características

O QI é superior a 70 em 40% destas crianças, e as dificuldades escolares reflectem habitualmente problemas comportamentais ou da aprendizagem em áreas específicas.

Como qualquer síndrome, as características variam de indivíduo para indivíduo e estão inteiramente dependentes de factores ambientais. Encontram-se ainda associadas aos estímulos  e ao acompanhamento de nível educacional e terapêutico de que beneficia.

As principais características são: dificuldades de aprendizagem e de comunicação; alterações hormonais; diminuição da sensibilidade à dor; hipotonia (atraso nas fases típicas do desenvolvimento psicomotor quando bebés); fraco tónus muscular; dificuldades de equilíbrio e na manipulação de instrumentos; problemas emocionais; dificuldades ao nível do desenvolvimento pessoal e social; características físicas (como: mãos e pés pequenos, olhos amendoados e estrabismo, baixa estatura, pele clara, fronte estreita, obesidade, boca pequena com o lábio superior fino e inclinado para baixo nos cantos da boca; hiperfagia (constante sensação de fome e interesse com comida).


Etapas evolutivas do síndrome

1ªetapa – primeira infância: Para além das características físicas, apresentam frequência cardíaca baixa, uma respiração fraca ou irregular e lentidão no que concerne à realização dos movimentos. Revelam dificuldade de sugar, hipotonia e hipotermia (baixa temperatura corporal). Por vezes, e devido à falta de controlo muscular, poderá ter de se recorre a uma sonda gástrica. São bebés com pouca actividade, dormem muito e apresentam um choro fraco. A debilidade do tónus muscular começa a estabilizar-se entre os 8 e os 11 meses de idade. A partir daí, a criança fica mais desperta e o seu apetite aumenta. A criança apresenta atrasos no que diz respeito ao desenvolvimento motor (dificuldade em realizar habilidades motoras básicas, como: sentar, gatinhar, etc.), comunicação (nomeadamente ao nível da articulação de palavras), cognição (dificuldades de aprendizagem). Revelam uma continuada sensação de fome que origina obesidade.


2ª etapa – infância e adolescência: Dos 3 aos 6 anos de idade, podem desenvolver problemas de carácter emocional e ao nível da personalidade, como depressão, violência, alterações de humor, fraca interacção social, imaturidade, comportamentos sociais inadequados, irritabilidade, teimosia, desobediência, impulsividade, agitação má aceitação das mudanças na rotina e obsessão por alguma ideia ou actividade, entre outros. Na adolescência, o cuidado com a alimentação pode fugir ao controle da família - costumam usar a sua perspicácia para conseguir comida e poderão tornar-se agressivos quando o alimento lhes é negado.


3ª etapa – idade adulta: Os problemas tendem a agravar-se com a idade. A obesidade mórbida poderá originar doenças cardiovasculares. Poderá ocorrer um agravamento do comportamento, alterações oftalmológicas, assim como problemas dentários e cutâneos. A hipotonia passa a ser mais moderada com diminuição da massa e do tónus muscular. Os órgãos genitais são imaturos, a puberdade ficou incompleta e a infertilidade acontece quase sempre em todos os casos (nos dois sexos).


Intervenção

Nos primeiros tempos de vida, poderá ser necessária a utilização de diferentes técnicas de alimentação (como: tetinas especiais ou até sonda gástrica) para assegurar uma alimentação adequada. A fisioterapia poderá auxiliar a criança no sentido de melhorar a força muscular propiciar/ajudar no desenvolvimento motor.

Mais tarde, deverá existir um controle e monitorização do peso, assim como um aconselhamento nutricional frequente.

Por vezes utiliza-se a terapia hormonal para controlar a estatura e normalizar os órgãos sexuais.

A dieta equilibrada deverá estar aliada à prática de exercício físico regular e saudável, nomeadamente: através da ginástica, natação ou expressão e educação físico motora.

A psicomotricidade e a terapia ocupacional poderão dar um importante contributo no que concerne ao desenvolvimento motor, designadamente do domínio das habilidades e capacidades motoras básicas e essenciais para a melhoria da sua qualidade de vida.

O acompanhamento psicológico auxiliará no treino dos comportamentos e das atitudes sociais, no controle da ansiedade e das perturbações comportamentais – Um contributo para uma melhoria efectiva do seu desenvolvimento pessoal e social.

A terapia da fala auxiliará a criança ou jovem no desenvolvimento da comunicação e da articulação das palavras.

Poderá utilizar-se medicação para controlar perturbações psiquiátricas e comportamentais.

Na escola, deverá beneficiar de apoio personalizado no sentido de reforçar os conteúdos abordados e de superar as dificuldades existentes. Deverá de beneficiar de adequações curriculares e de condições de avaliação sempre que necessário. O recurso às novas tecnologias, a diversificação de metodologias e a utilização de estratégias de ensino diferenciado poderão favorecer o desenvolvimento do aluno.

A escola inclusiva deverá integrar o aluno com necessidades educativas especiais e auxiliar a sua transição para a vida activa, com a colaboração dos encarregados de educação, professores, técnicos e comunidade.

As dificuldades cognitivas tornam-se evidentes quando a criança entra para a escola. Os estudos indicam que a maioria dos doentes apresenta um atraso mental moderado (QI 60 – 70), onde cerca de 40% tem valores fronteira entre o atraso mental e a inteligência normal baixa e 20% apresenta valores moderados de atraso mental. Independentemente da avaliação do QI, a maioria das crianças com PWS tem graves dificuldades de aprendizagem e baixo desempenho académico.


Nota final

É de extrema importância o esclarecimento, a partilha e a formação de encarregados de educação, professores, técnicos e da comunidade em geral.

Só assim teremos oportunidade de proporcionar a estas crianças e jovens com necessidades educativas especiais as condições e o estimulo adequado ao seu desenvolvimento global.

 

Pedro Santos



publicado por utmessines às 19:21
29 de Abril de 2010

Definição:

 

O Atraso Global do Desenvolvimento Psicomotor pode ser definido como um atraso significativo em vários domínios do desenvolvimento, nomeadamente ao nível da motricidade fina/grosseira, da linguagem, da cognição, das competências pessoais e sociais, das actividades da vida diária, etc.

 

Características:

 

- Heterogénea na etiologia e no perfil fenótipico;

 

- Prevalência desconhecida mas estimada em entre 1 e 3% das crianças com menos de 5 anos de idade;

 

- Atraso significativo que se situa 2 desvios padrão abaixo da média (dentro da mesma idade) – QI igual ou inferior a 70%.

 

Intervenção:

 

Numa primeira fase, a intervenção deve ser efectuada pelo médico comunitário que acompanha a criança, para posteriormente se estabelecer o diagnóstico de um atraso ao nível do desenvolvimento.

 

O diagnóstico é difícil de efectuar devido à grande variação que existe nas aquisições entre as crianças ditas “normais”. Por outro lado, existem alguns receios por parte dos pais da criança e médicos que dificultam o processo de intervenção, nomeadamente: receio dos pais em aceitar e descrever a situação do seu filho e receio do médico em confrontar os pais com a situação dos seus filhos.

 

O diagnóstico revela-se eficaz se este for resultante da avaliação do desenvolvimento infantil com vigilância contínua, através da monitorização das áreas de desenvolvimento.

 

Ao contrário, o diagnóstico não é eficaz se resultar de um procedimento de rastreio, que consiste numa consulta específica, tendo em conta a idade, a evolução do peso, o crescimento, o perímetro craniano, entre outros.

 

Deve então existir um esforço no sentido de detectar alterações do desenvolvimento o mais precocemente possível através da - intervenção precoce – apesar da maioria dos problemas cognitivos se detectarem só com a entrada para a escola (dislexia, discalculia, etc.).

 

Esta intervenção auxiliará as crianças e as famílias a encontrarem um equilíbrio justo de expectativas e de estimulação adequada.

 

Sinais de Alerta:

 

Motricidade grosseira: não rebola, não puxa, não fica de pé, não anda em linha, …

 

Motricidade fina: não segura, não junta as mãos, não faz construções, tem dificuldades de preensão, …

 

Linguagem: não palra, não diz palavras, não constrói frases, não compreende, não fala de um modo inelegível, …

 

Cognição: não procura, não se interessa por jogos, não categoriza semelhanças, não sabe o nome próprio ou apelido, não sabe contar, não sabe as cores ou qualquer letra, …

 

Psicossocial: não ri, não estranha, não se consola nem aceita mimos, agride sem provocação, não brinca com outras crianças, …

 

Diagnóstico Clínico:

 

Existem dois níveis de diagnóstico: diagnóstico etiológico e diagnóstico descritivo, que visam o acompanhamento clínico e a terapêutica subsequente.

 

Diagnóstico Descritivo:

 

Dimensões de descrição:

 

- Capacidades cognitivas e do comportamento adaptativo;

 

- Os factores etiológicos e da patologia orgânica associada;

 

- Aspectos comportamentais, psicológicos e emocionais;

 

- Condições ambientais de enquadramento sócio-familiar.

 

Avaliação:

 

A avaliação é difícil de determinar e exige a distinção entre lesão estática e encefalopatia progressiva.

 

Advém de várias causas:

 

Anomalias cromossómicas

11.6%

X-frágil

3.3%

Síndrom. anomalias múltiplas conhecidas

15.8%

Sindrom. neurocutâneos

2.5%

Doenças metabólicas

2.5%

Tóxicos/teratogénicos

0.8%

Encefalopatias hipoxico-isquémicas

2.5%

Infecções

0.8%

Sindrom. epilépticos

8.3%

Malformações cerebrais

3.2%

Sind./anomalias múltiplas indeterminadas

29.1%

Etiologias desconhecidas

19.1%

 

 

Aspecto Físico:

 

- Disformias ou malformações minor: na face, nos pavilhões auriculares, na implantação de cabelo, nas mãos e pés, nos genitais, …

 

- Baixa estatura, de organomegalias, de doença ou malformações em outros órgãos ou sistemas: visual, cardiovascular, gastrointestinal, renal, osteoarticular, …

 

Diagnóstico de Regressão:

 

- Doença neurometabólica;

 

- Doença neurodefenerativa;

 

- Conjunto de factores:

 

- Idade do aparecimento de sintomas;

 

- Padrão de envolvimento relativo ao córtex cerebral;

 

- Substância cinzenta subcortical;

 

- Substância branca;

 

- Do cerebelo;

 

- O envolvimento paralelo do SNP;

 

- A associação de desenvolvimento de um ou vários sistemas extra neurológicos.

 

Exames Complementares de Diagnóstico:

 

- Historial clínico, pessoal e familiar;

 

- Exame objectivo (que fornece orientação para o diagnóstico e não dispensa exames complementares específicos).

 

Exame

Incidência

Sintomas

 

Cariotipo

 

Exame cromossómico

 

 

Disformias; síndromes; antecedentes familiares.

 

 

X-frágil

 

Rastreio molecular

 

Mandíbula proeminente; macrocefalia relativa; macrorquidia; pavilhões auricularesgrandes/deslocados; hiperactividade; …

 

 

Outros estudos genéticos

 

 

Investigações genéticas

 

Sindrome. de Angelman: atraso na linguagem; atáxica; com epilepsia; …

 

Sindrome. de Prader-Willi: antecedentes de hipotonia; má progressão ponderal no 1ºano de vida; dificuldades alimentares;hipogenitalismo; hiperfagia; obesidade a partir dos 3 anos; …

 

Síndrome de Rett: menina autista que sofreu desaceleração do perímetro craniano e tem incapacidade de utilização pragmática das mãos.

 

Síndrome de Williams: atraso maior nas competências visuo-espaciais do que na linguagem; exageradamente sociável; bochechas grandes e descaídas; cardiopatia congénita e hipocalcémia.

 

Síndrome de velo-cardio-facial: cardiopatia congénita e hipocalcémia; aplanamento da região malar; fendas palpebrais; mandíbula pequena; voz nasalada.

 

 

Estudos metabólicos

 

 

Análises de metabolismo

 

Atraso global do desenvolvimento psicomotor estático e não progressivo.

 

 

Neuroimagem

 

 

Exame imagiológico do encéfalo

 

Sinais neurológicos focais; estigmas de uma doença neurocutânea; microcefalia.

 

 

E.E.G.

 

 

Exame electroencefalográfico

 

Sugestão de existência de crises epilépticas; regressão no desenvolvimento; clara flutuação nas capacidades psicomotoras.

 

 

Chumbo

 

 

Sistema nervoso

 

Crianças com risco de exposição ambiental.

 

 

Hormonas tiroideias

 

 

Tiróide

 

Quando não se realiza rastreio ou quando evidencia estigmas de disfunção tiroideia.

 

 

Observações especializadas

 

 

Rastreio oftalmológico

 

Casos específicos.

 

 

Conclusões/Recomendações:

 

A investigação etiológica inicia-se através da investigação clínica básica de acordo com três grupos de crianças:

 

- Doença progressiva;

 

- Atraso global do desenvolvimento psicomotor estático com antecedentes;

 

- Atraso global do desenvolvimento psicomotor estático sem antecedentes;

 

 

As crianças com atraso global do desenvolvimento psicomotor devem ser sinalizadas e orientadas, usufruindo de medidas pedagógicas e de reabilitação apropriadas, assim como, mantendo um acompanhamento clínico activo como medida de prevenção.

 

 

Fernanda Ferreira

Marília Dias

Pedro Santos

07 de Março de 2010

A actuação da fisioterapia nas Escolas

A Fisioterapia passou a ser mais uma ferramenta usada pelas Escolas para promover ao aluno com deficiência mental e ou motora uma maior qualidade de vida, através de um trabalho de bem-estar físico, social e mental.

O fisioterapeuta actua conforme a necessidade da deficiência de cada aluno, respeitando sempre a sua faixa etária e as suas limitações.

O fisioterapeuta também insiste na promoção da saúde, na prevenção e no tratamento de problemas físicos ou orgânicos e no desenvolvimento de diagnósticos funcionais para elaboração do tratamento, pretendendo a melhora da funcionalidade do corpo.

A Escola EB 2,3 João de Deus em Messines é uma dessas escolas que usufrui dessa técnica. A Fisioterapeuta actua com alguns alunos que fazem parte do Núcleo da Vida Activa (NVA).

Antes de estabelecer um plano, a fisioterapeuta, realiza uma avaliação física, neurológica e respiratória cuidadosa em cada aluno, e é a partir dessa avaliação que é elaborado o melhor Plano Terapêutico.

Todo o trabalho executado pela fisioterapeuta é feito directamente com esses alunos, desenvolvendo exercícios de estimulação motora, lateralidade, como também, exercícios de equilíbrio dinâmico e estático.

Os exercícios respiratórios e os de alongamentos também são de extrema importância para esses alunos.

Esse trabalho é realizado para melhor impulsionar a inclusão das crianças portadoras de necessidades especiais.

Um dos principais objectivos da fisioterapia é a de que, no ambiente do ensino regular, esses alunos com necessidades educativas especiais desenvolvam as suas potencialidades.

É de realçar que a relação fisioterapeuta -professor é muito harmoniosa e benéfica. O que permite a troca de experiências e ideias e a produção de conhecimento técnico e prático baseado nas necessidades apresentadas por cada aluno.

A fisioterapia pode contribuir muito no caminho da inclusão, principalmente por melhorar os padrões posturais e minimizar as dificuldades do deficiente físico, por meio de técnicas especiais e adequadas.

Carla Rangel


 

publicado por utmessines às 11:20
08 de Fevereiro de 2010

Definição / Causas:

O Síndrome de Lowe é uma doença genética rara que causa deficiências físicas e mentais (assim como problemas de saúde).

Também conhecido como Síndrome Óculo-Cérebro-Renal, foi descoberta em 1951 pelo Dr. Charles Lowe e a sua equipa.

Esta doença é causada pelo mau funcionamento de um gene do qual resulta o défice de uma enzima chamada phosphatidy linositol 4,5 – biphosphate.

Esta enzima é essencial ao bom funcionamento metabólico de uma parte da célula chamada aparelho de golgi.

As funções celulares reguladas pelo aparelho de golgi não se realizam de forma normal, conduzindo a problemas do foro ocular (cataratas), do foro cerebral e ao nível do fígado.

De qualquer forma ainda se conhece o modo como esta insuficiência provoca os sintomas da doença.

Características:

Esta doença é hereditária e é transmitida pela mãe. Desenvolvendo-se somente nos rapazes (as raparigas são apenas portadoras do gene).

Características do Síndrome de Lowe:

- Cataratas congénitas bilaterais (diagnosticadas à nascença ou pouco depois);

- Glaucoma (em 50% dos casos);

- Fraco tónus muscular e atraso no desenvolvimento motor;

- Atraso mental (mais ou menos acentuado);

- Problemas comportamentais;

- Problemas de fígado;

- Crises de epilepsia;

- Raquitismo e fragilidade óssea (fracturas frequentes);

- Etc.

A gravidade destes sintomas e sinais varia de indivíduo para indivíduo. Geralmente este tipo de indivíduos são afectuosos e sociáveis, gostam de música e têm um “grande” sentido de humor.

A esperança de vida varia entre os 30 e os 40 anos de idade. O síndrome de Lowe não tem cura, mas a maior parte dos sintomas podem ser tratados através de medicação, cirurgia e métodos de Educação Especial.

Nas famílias que apresentem casos de síndrome de Lowe, as mulheres devem efectuar um exame ocular a fim de determinar os riscos de esta ser portadora da doença (deve realizar também exames pré-natais).

As famílias são aconselhadas a consultar um especialista na área dos genes para estudar todas as possibilidades.

Ensino - aprendizagem:

Uma criança ou jovem com este síndrome deve ser encaminhada para uma escola de Ensino Especial a fim de possibilitar uma aprendizagem mais individualizada e acompanhada.

Na escola de Educação Especial, a criança / jovem terá o apoio necessário dos diversos técnicos a fim de elevarem as suas capacidades, designadamente:

-Professor / Educador;

-Auxiliares de Educação;

-Psicomotricista;

-Terapeuta da Fala;

-Terapeuta Ocupacional;

- Psicólogo;

-entre outros.

Deve existir uma preocupação por parte dos técnicos em trabalhar as áreas Psicomotora, Autonomia (pessoal e social); Sócio-Afectiva; Cognitiva; Perceptivo-Motora.

A criança / jovem com Síndrome de Lowe deve ser estimulado a todos os níveis devendo beneficiar de áreas diversas tais como:

-Psicomotricidade;

-Terapia Ocupacional;

-Fisioterapia;

-Terapia da Fala;

-Apoio Psicológico;

-Estimulação Global (ou estimulação académica numa fase inicial);

-Expressão Musical e Dramática;

-Natação ou Actividades Aquáticas;

-Autonomia Pessoal e Social (a fim de abordar e desenvolver a higiene, alimentação, segurança, etc.).

O envolvimento e a comunicação entre os técnicos são de extrema importância para um desenvolvimento mais sustentado.

Para além disto, é necessário que o aluno com Síndrome de Lowe disponha de recursos materiais e espaciais adequados ao seu desenvolvimento. Nomeadamente, materiais lúdico- pedagógicos e espaços amplos devidamente apetrechados.

É importante que estes alunos contactem com outras pessoas (sem ser colegas, técnicos e encarregados de educação), assim como espaços exteriores (ao ar livre).

Nesta fase é importante que a criança ou jovem seja estimulada ao máximo para que se verifiquem evoluções.

Algumas Caracteristicas da Sala de Estimulação Global

As características da Sala de Estimulação Global devem caminhar ao encontro das necessidades do aluno com Síndrome de Lowe:

- Devem ser amplas, iluminadas e arejadas;

- Devem estar apetrechadas com jogos lúdico-pedagógicos (materiais didácticos adequados);

- Devem ter sempre um ambiente musical (cultivando várias realidades sonoras);

- As luzes devem ser reguláveis (poderão ser de várias cores e ter bolas de espelhos);

- As paredes da sala e o piso devem possibilitar o contacto com várias texturas;

- Etc.

Todos os materiais devem estimular o aluno para o seu desenvolvimento físico e mental. Trabalhando sempre estímulos como: a luz, a cor, o som, a textura, etc.

Pedro Santos


 

publicado por utmessines às 20:16
05 de Janeiro de 2010

A Psicomotricidade pode ser definida como o campo transdiciplinar que estuda e investiga as relações e as influências recíprocas e sistémicas entre o psiquismo e a motricidade. Baseada numa visão holística do ser humano, a psicomotricidade encara de forma integrada as funções cognitivas, sócio-emocionais, simbólicas, psicolinguísticas e motoras, promovendo a capacidade de ser e agir num contexto psicossocial.

Em que consiste a intervenção em Psicomotricidade?

Reeducação ou terapia de mediação corporal e expressiva, na qual o psicomotricista estuda e compensa a expressão motora inadequada ou inadaptada, em diversas situações geralmente ligadas a problemas de desenvolvimento e de maturação psicomotora, de comportamento, de aprendizagem e de âmbito psico-afectivo.

Para que problemáticas é indicada?

· Com incidência corporal: dispraxia, desarmonias tónico-emocionais, instabilidade postural, perturbações do esquema corporal e da lateralidade, estruturação espacial e temporal, perturbações da imagem corporal, problemas psicossomáticos;

· Com incidência relacional: dificuldades de comunicação e de contacto, inibição, hiperactividade, agressividade, etc.;

· Com incidência cognitiva: no plano do processamento informacional: défices de atenção, de memória, de organização perceptiva, simbólica e conceptual.

Para que populações?

- Tipos de personalidade ou de fases do desenvolvimento que podem evoluir melhor através do agir, da experimentação e do investimento corporal;

- Pessoas para quem é necessário reencontrar a possibilidade de comunicar e de organizar o pensamento, privilegiando a experiência ligada à interiorização da vivência corporal.

Quais as vertentes de intervenção?

· Técnicas de Relaxação e de Consciencialização Corporal (ao serviço da reelaboração do esquema e imagem corporal, da consciencialização tónico-emocional e da vivência tónico-emocional, com intencionalidade psicoterapêutica;

· Terapia e Reeducação Gnoso-práxica (organização planificada e interiorizada da acção e da sua representação através de formas diversificadas de expressão);

· Educação Gestual e Postural (reeducação da atitude, equilibração e controlo tónico);

· Actividades Expressivas (criação e transformação ao serviço da afirmação da identidade, da capacidade de comunicação e da exteriorização tónico-emocional das problemáticas, não susceptíveis de mediação primordial pela palavra);

· Actividades Lúdicas (a intervenção psicomotora desenvolve-se no contexto lúdico em dinâmica individual ou grupal.

Que modelos de intervenção?

· Preventivo, inclui a promoção e estimulação do desenvolvimento, incluindo a melhoria/manutenção de competências de autonomia ao longo de todas as fases da vida;

· Educativo, nos contextos ditos em que se pretende essencialmente estimular o desenvolvimento psicomotor e o potencial de aprendizagem;

· Reeducativo ou terapêutico, quando a dinâmica do desenvolvimento e da aprendizagem está comprometida, ou ainda quando é necessário ultrapassar problemas psico-afectivos, de base relacional, que comprometem a adaptabilidade da pessoa.

Quais os objectivos de uma intervenção psicomotora?

· Compensar uma problemática situada na convergência do psiquismo e do somático, intervindo sobre as múltiplas impressões e expressões do corpo e atribuindo significação simbólica ao corpo em acção;

· Promover a regulação e harmonização tónica centrada sobre a maneira de estar no seu corpo (atitude-postura, esquema corporal, descontração neuro-muscular);

· Promover movimentos funcionais e expressivos centrados sobre a maneira de agir com o seu corpo (coordenações, dissociações, praxias);

· Possibilitar a vivência da relação tónico-emocional com o psicomotricista através do corpo e do agir. das condições de adaptação.

Quais as competências inerentes ao Psicomotricista?

· Avaliação e Diagnóstico do Perfil e Desenvolvimento Psicomotor;

· Domínio de Modelos e Técnicas de Habilitação e Reabilitação Psicomotora em Populações Especiais ou de risco;

· Prescrição, Planeamento, Avaliação, Implementação e Reavaliação de Programas de Psicomotricidade

· Formação, Supervisão, e Orientação de outros técnicos, nos âmbitos anteriormente referidos;

· Consultadoria e organização de serviços vocacionados para a psicomotricidade;

· Proposta de adaptações envolvimentais (familiares ou escolares) susceptíveis de maximizarem as respostas reeducativas ou terapêuticas decorrentes da intervenção directa.

Quais os locais onde este tipo de intervenção pode ocorrer?

Saúde

- Hospitais Gerais (Serviços de Psiquiatria e de Pedopsiquiatria; Serviços de Pediatria / Consultas de Desenvolvimento e Saúde do Adolescente)

- Centros de Saúde

- Hospitais Psiquiátricos

- Centros de Atendimento à Toxicodependência

Educação

- Creches e Jardins de Infância

- Escolas do Ensino Básico

- Educação Especial: Estabelecimentos de Educação Especial e Centros de Apoio Psicopedagógico

Segurança Social

- Instituições Privadas de Solidariedade Social

- Associações e Cooperativas de Acção Social

- Lares de Acolhimento e Apoio á Infância e Juventude

- Centros de Dia para Idosos

Justiça

- Institutos e Equipas de Reinserção Social

Estruturas Desportivas com Serviços de Reabilitação

- Adaptação ao Meio Aquático

- Equitação Terapêutica

Outros Âmbitos

- Clínicas Psicopedagógicas

- Clínicas Geriátricas

- Apoio domiciliário

in http://www.appsicomotricidade.org/entrada.htm

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE PSICOMOTRICIDADE


 

publicado por utmessines às 23:17
07 de Dezembro de 2009

O Síndrome de West é um tipo raro de epilepsia, chamada de "epilepsia mioclónica". As convulsões que a doença apresenta são chamadas de mioclonias e podem ser de flexão ou de extensão, e afectam geralmente crianças com menos de um ano de idade.

Cada espasmo começa repentinamente e dura menos de alguns segundos. Tipicamente, os braços distendem-se e a cabeça pode pender para a frente e os olhos fixam-se num ponto acima.

No início, a criança pode experimentar um ou dois espasmos de cada vez, mas, no decorrer de um período de dias ou semanas, estes evoluem para dúzias de espasmos que ocorrem em intervalos de poucos segundos.

As convulsões são de difícil controlo, e a criança pode chegar a ter mais de 100 convulsões por dia.

Cada espasmo é uma crise epiléptica (ataque epiléptico) composta de uma série de movimentos descontrolados, causados por um excesso de actividade eléctrica no cérebro.

Um EEG pode registrar esta actividade de forma segura e indolor. Ocorrem súbitas eclosões de actividades eléctricas, algumas de alto potencial e o registro do EEG aparenta estar caótico. Muitas dessas alterações eléctricas tornam-se mais marcantes à medida que a criança adormece. Este padrão é chamado de "Hypsarritmia" (hypsos=altura e rhytmos= ritmo).

Estes ataques foram primeiramente descritos pelo Dr. West (1841) em relação ao seu próprio filho.

Algumas crianças podem chorar e/ou gritar antes ou após as convulsões e mostram-se geralmente muito irritadas.

O presente Síndrome apresenta um padrão electroencefalográfico característico, chamado de Hypsarritmia, é um atraso psicomotor, que pode variar do leve ao severo, dependendo da evolução do caso.

Os espasmos infantis causados pela síndrome não possuem uma causa única. Eles surgem como resultado de muitas e diferentes condições.

Algumas vezes ocorrem em bebés com desenvolvimento abaixo da média e em relação aos quais já se sabe que são possuidores de condições neurológicas que afectam o desenvolvimento do cérebro. Tais condições podem ter seu início antes do nascimento, por volta do tempo que antecede o nascimento ou como resultado de doença nos primeiros meses de vida: Lisencefalia (um padrão anormal de desenvolvimento do cérebro começando nos primeiros estágios da gestação); Encefalopatia neonatal (como resultado de um insuficiente volume de sangue fornecido ao cérebro durante a gestação ou durante o nascimento); Meningite (nas primeiras fases de vida).

Em 1841, West em uma carta dramática ao editor do " The Lancet", apresentou o problema de seu filho com espasmos em flexão que se repetiam diariamente em ataques de 10 a 20 contracções que levaram a criança a um atraso mental.

Este síndrome neurológica foi descrito pela primeira vez em 1949 por Vasquez y Turner para sociedade Argentina de Pediatria, com dez casos de um "novo síndrome" que apresentavam crises com alterações específicas no traçado electroencefalográfico, estando associadas à deterioração mental, as quais propuseram chamar Epilepsia em Flexão.

Em 1952, os autores Gibbs e Gibbs criaram o termo Hipsarritmia (hypos= altura e rhytmos= ritmo) para o registro EEG destes pacientes, o que passou a caracterizar a maioria das descrições relativas a este síndrome.

O Síndrome de West pode ser dividido em dois grupos, com relação à causa: o criptogénio (quando a causa é desconhecida), onde a criança é normal até os inícios dos espasmos, sem qualquer lesão cerebral detectável; e o grupo sintomático (de causa conhecida), onde há prévio desenvolvimento neuropsicomotor anormal, alterações ao exame neurológico e/ou lesões cerebrais identificadas por exames de imagem.

Em aproximadamente 80% dos casos a síndrome de West é secundária, o que vale dizer que depende de uma lesão cerebral orgânica. Em muitos casos é possível determinar a etiologia da síndrome: encefalites a vírus, anoxia neonatal, traumatismo de parto, toxoplasmose, Síndrome de Aicardi, esclerose tuberosea de Bounerville.

Inicia-se quase sempre no primeiro ano de vida, principalmente entre os 4 e 7 meses de idade. O sexo masculino é o mais afectado (na proporção de 2 para 1).

O EEG, ao lado do quadro clínico, é fundamental para diagnóstico, recebendo traçado anormal o nome hipsarritmia. O EEG caracteriza-se Por ondas de grande amplitude, lentas e pontas-ondas lentas. Não há um ritmo de base organizado.

O síndrome de West consiste numa tríade de sinais clínicos e electroencefalográficos atraso do desenvolvimento, espasmos infantis e traçado electroencefalográfico com padrão de hipsarritmia. As crises são traduzidas por espasmos ou uma salva de espasmos com seguintes características: flexão súbita da cabeça, com abdução dos membros superiores e flexão das pernas. É também comum a emissão de um grito por ocasião do espasmo.

A hipsarritmia pode desaparecer ou transformar-se no decorrer do tempo.

Crianças apresentam sinais e sintomas de dano cerebral podem vir a apresentar um quadro de deficiência intelectual no futuro, elas devem ser estimuladas desde o início para elevar o seu nível intelectual e psíquico.

O prognóstico, mesmo nos casos tratados precocemente, permanece reservado, observando-se em 90% dos casos a presença de deficiência mental. Os distúrbios psiquiátricos são muito frequentes.

Há uma grande melhoria dos espasmos infantis com uso intensivo do ACTH (hormónio adrenocorticotrófico) em suas apresentações injetáveis como: ACTHAR (Corticotrophin) da Rhône Poulenc Rorer Pharmaceutical inc ou a sua forma de H.P.ACTHAR Gel (Repository Corticotrophin injection).

Dizemos que este tratamento pode interromper o quadro convulsivo, porém só deve ser utilizado sob rigoroso controle médico, já que os corticóides não agem apenas no sistema nervoso central, mas todo o organismo da criança, inclusive em seu sistema imunológico.

Segundo os autores Zajerman e Medina somente se utiliza esta medicação em casos de Síndrome de West considerados criptogénicos, e não em espasmos infantis resultantes de lesões cerebrais.

Há casos em que a resposta terapêutica pode aparecer em até 48 ou 72 horas após aplicação de uma primeira dose do ACTH, podendo haver uma possibilidade de recidiva de crises nos casos considerados mais graves na dependência da precocidade do diagnóstico e da extensão e gravidade da lesão cerebral associada.

Outros medicamentos têm sido utilizados, isoladamente ou em combinação nos casos de espasmo infantis, como o Clonazepam, o Ácido Valpróico, o Fenobarbital e o Vigabatrin.

Pode recorrer-se sempre à fisioterapia, à natação, ensino diferenciado, apoio individualizado, terapia da fala, estimulação global, terapia ocupacional, etc. Visando sempre o desenvolvimento global da criança/jovem e tentando sempre uma melhoria efectiva da sua qualidade de vida.

Para que isto aconteça, é necessário que pais, professores, médicos, restantes técnicos e comunidade em geral se envolvam e associem no sentido da discussão, intervenção e do conhecimento.

Pedro Santos


 

publicado por utmessines às 19:54
24 de Novembro de 2009

O Programa Curricular de Língua Gestual Portuguesa – Primeiras Idades e Ensino Básico, apresentado pela Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular (DGIDC), foi homologado pelo Ministério da Educação.

Este programa passa, assim, a ter aplicação obrigatória no currículo dos alunos surdos que optem pelo ensino bilingue em escolas de referência para a educação bilingue de alunos surdos.

O documento está estruturado de acordo com os níveis etários e de escolaridade, tendo em conta a especificidade da Língua Gestual Portuguesa (LGP) na sua modalidade de ensino e aprendizagem.

Deste modo, prevê-se a intervenção nas primeiras idades (dos 0 aos 3 anos), na Educação pré-escolar e no 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico.

A carga horária da disciplina curricular de LGP deverá ser total no pré-escolar, enquanto no 1.º ciclo deverá estar sempre presente no horário escolar, propondo-se uma ocupação horária equivalente à da Língua Portuguesa para os alunos ouvintes, que deverá aplicar-se também no 2.º e 3.º ciclos e no ensino secundário.

Deste modo, a LGP passará a ser a primeira língua dos alunos surdos que optem pelo ensino bilingue, no pré-escolar e 1.º, 2.º e 3.º ciclos.

Para o efeito, propõe-se que a DGIDC, em articulação com as Direcções Regionais de Educação, desenvolva formação sobre o programa curricular da LGP destinada aos profissionais de escolas de referência para a educação bilingue de alunos surdos e a desenvolver pelos autores do programa.

Prevê-se também a criação de um plano nacional de formação na área da docência de LGP, a desenvolver pelo ministério da Educação em colaboração com a Associação Portuguesa de Surdos.

O programa curricular da disciplina de LGP destina-se a todas as crianças Surdas, independentemente do tipo e do grau de surdez, da idade em que a adquirem e da potencialidade para a reabilitação audio-oral.

Assim, o programa curricular deve adaptar-se a todas as crianças Surdas, tendo em conta a sua heterogeneidade, tanto em relação à idade de acesso ao ensino bilingue, como ao conjunto de competências comunicativas com que a ele acedem.

De acordo com o documento, o programa curricular da disciplina divide-se nas seguintes áreas nucleares:

Interacção em LGP
Literacia em LGP
Estudo da Língua
LGP, Comunidade e Cultura


Os alunos surdos com necessidades especiais deverão ter um acompanhamento adicional individualizado por parte do docente Surdo de LGP, de forma a atingirem, ao seu próprio ritmo, as competências adequadas a cada nível escolar.

Por outro lado, encara-se como necessária em todos os profissionais a competência em LGP, quer os implicados nas várias áreas de actividade da escola, que incluem o refeitório, cozinha, bar, papelaria, secretaria, quer o pessoal docente, o pessoal de apoio aos tempos extra-curriculares, de apoio psicológico e de apoio social.

O objectivo final do ensino bilingue é tornar os alunos Surdos plenamente competentes na sua língua natural bem como na língua oficial do seu país. Não se pretende que a LGP seja um apoio à educação dos Surdos, pretende-se, antes, que o seu ensino seja uniformizado para toda a população Surda escolar, em termos de objectivos propostos e de competências a atingir, consoante o nível de escolaridade do aluno, procurando motivá-lo para as aprendizagens necessárias.

In apee – associação de professores de educação especial


 

07 de Novembro de 2009

A natação e/ou actividades aquáticas são fundamentais para um desenvolvimento harmonioso das qualidades físicas, psicológicas e sociais de todas as pessoas, independentemente das suas capacidades e “limitações”. Este tipo de actividade produz efeitos benéficos para o aluno portador de deficiência, quer seja física ou mental.

Para as crianças/jovens com Necessidades Educativas Especiais este desporto define-se como a capacidade do aluno em efectuar movimentos com segurança sobre e sob a água, tendo em conta as suas “limitações” e colocando em prática todas as suas capacidades.

A água apresenta algumas características que facilitam de certa forma o deslocamento sem muito esforço, auxiliando o equilíbrio do aluno com Necessidades Educativas Especiais e permitindo a execução de movimentos que fora de água seriam difíceis ou até impossíveis de realizar.

O contacto com a água e o desempenho de actividades aquáticas são fundamentais para um melhor funcionamento do sistema circulatório (contribuindo para o aumento do volume do coração, para o fortalecimento dos músculos cardíacos, etc.) e respiratório (permitindo o aumento da elasticidade da caixa torácica, o fortalecimento dos músculos respiratórios, etc.).

A prática de natação e/ou actividades aquáticas propiciam uma maior resistência por parte do organismo face às mudanças de temperatura, evitando por isso, algumas doenças. Para além disto, a frequência deste tipo de actividade contribui para o fortalecimento dos músculos, para o aumento do equilíbrio, para o relaxamento muscular e da coluna vertebral, para a diminuição de espasmos, para o aumento da amplitude dos movimentos corporais, para a melhoria da postura, para o alívio de dores e das tensões do foro psicológico, entre outras coisas.

A aula de natação deve ser variada ao nível da sua própria organização, na utilização de materiais e até no que diz respeito às actividades propostas. De maneira a motivar os alunos para a frequência das aulas e consequentemente promover o convívio social, auto-estima, autonomia, assim como auxiliar o seu processo de aprendizagem escolar (aliando-se ao trabalho efectuado na escola). Isto porque, a natação estimula o desenvolvimento cognitivo da criança/jovem com Necessidades Educativas Especiais, no que diz respeito à aprendizagem, conhecimento, concentração e atenção. Para este tipo de alunos podemos delinear alguns objectivos de carácter simples, de forma a elevar as suas capacidades e habilidades nesta área, tais como: coordenar a inspiração e a expiração (em diversas situações), flutuar em equilíbrio e deslocar-se (em diferentes posições), mergulhar a cabeça e o corpo na água, saltar para a água, etc. O tipo de exercícios efectuados deve ter em conta as capacidades e “limitações” do aluno e devem ser realizados em segurança. A prática de natação e/ou actividades aquáticas deve ser encarada como uma actividade que pode enriquecer o currículo do aluno com Necessidades Educativas Especiais e contribuir para o desenvolvimento dos seus domínios: cognitivo, motor, sócio-afectivo, assim como a sua autonomia pessoal e social, a comunicação e a área sensorial.

Numa altura em que se fala tanto em condições materiais, modernidade e inovação no ensino, seria importante proporcionar a todas as crianças e jovens em idade escolar (com e sem Necessidades Educativas Especiais) este tipo de actividade – talvez fosse mais pertinente do que o ensino da Língua Inglesa no 1º ciclo do Ensino Básico. Desta forma, os alunos das escolas portuguesas teriam acesso a um ensino com mais qualidade e previsivelmente beneficiariam de um desenvolvimento mais saudável. Para isso seria necessária uma melhor gestão governamental, assim como a implementação de um sistema de ensino mais justo e eficaz.

CRUA– Clube da Rua – Portugal

Web: http://www.crua.pt/

 


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